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Proto Indústria | Real Fabrica de Espelhos e Vidros Cristalinos de Coina

Real Fabrica de Espelhos e Vidros Cristalinos de Coina

Real Fábrica de Espelhos e Vidros Cristalinos de Coina

As escavações realizadas entre 1983 e 1990, em Coina, permitiram identificar a real manufatura joanina de vidros, cuja laboração se situa entre 1719 e 1749.

A Real Fábrica de Vidros de Coina, foi fundada por iniciativa de D. João V e representa uma tentativa de inovação, no contexto da economia do reino, pois vem trazer mão-de-obra e técnicos estrangeiros especializados na produção do vidro, recursos que o país não possuía. Até 1731 a Fábrica de Coina ficou sob a égide da Fazenda Real, mas de 1731 a 1747, passou por administrações privadas como a do irlandês John Beare, que a encerra e transfere para a Marinha Grande. Alegadamente, o motivo prendeu-se com questões ligadas à proibição de utilizar, como combustível para alimentar os fornos do vidro, a madeira dos pinhais do rei.

Em alternativa, em Coina ainda se utilizou como combustível, a hulha, importada de Inglaterra, um facto inédito a nível nacional mas que não assegurou a rentabilidade. A Fábrica terminaria a produzir garrafas moldadas, num processo industrial.

A importância histórica e arqueológica do achado levou a Câmara Municipal do Barreiro a solicitar ao Instituto Português do Património Arqueológico, em 31 de Dezembro de 199, a sua classificação como Imóvel de Interesse Público.

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